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Copa Players — a campanha sazonal da Braip

Uma landing page de migração que empresta a linguagem visual da Copa para vender a menor taxa do mercado.

Papel
UI e protótipo em alta fidelidade (copy fornecida pelo time de marketing; componentes da Braip Foundations)
Período
2026
Plataforma
Landing page · Desktop e mobile
Hero da landing page Copa Players com o letreiro "Jogue onde você ganha", um troféu erguido e a headline da taxa sobre fundo roxo com traços verdes.

Em resumo

Problema
Vender migração de plataforma para quem já fatura, com a metáfora da Copa e o número da oferta disputando a mesma dobra.
O que eu fiz
Desenhei a hero como um cartaz em camadas — arte de campanha em cima, headline de taxa em texto vivo e CTA embaixo.
Resultado
Protótipos de desktop, mobile e página de obrigado entregues e marcados como liberados para validação. Conversão ficou com o cliente.

Contexto

A Braip é uma plataforma de infoprodutos, e esta landing page tem um alvo estreito: produtor que já fatura mais de dez mil em outra plataforma. Não é uma página de aquisição de iniciante — é uma página de troca de fornecedor, dirigida a quem já tem operação rodando e por isso tem muito a perder numa migração.

A campanha usa a Copa como gancho de urgência. A oferta é concreta e datada: 0% de taxa no PIX e 3,89% no cartão, para migrações confirmadas até 19/07/2026, ou seja, só durante o campeonato. O prazo é o que transforma "considere migrar" em "decida agora", e é ele que justifica a existência de uma página separada em vez de uma seção na LP institucional.

O problema

Uma campanha sazonal chega com duas coisas para dizer na primeira dobra, e elas competem: a metáfora (Copa, troféu, time, torcida) e o número (0% no PIX). A metáfora vende atenção, o número vende decisão — e é o número que o público-alvo veio conferir.

O risco de campanha temática é a arte engolir a oferta: a pessoa entende que existe uma promoção da Copa e não entende qual é. O trabalho da hero era não deixar isso acontecer sem abrir mão do clima do campeonato, que é justamente o que dá licença para o senso de urgência.

Meu papel

  • UI em alta fidelidade da LP de desktop e da versão mobile
  • Protótipo navegável dos dois breakpoints, incluindo a página de obrigado
  • Montagem da hero a partir dos assets de campanha

O que não foi meu: a copy, que chegou pronta em anexo do time de marketing; o design system, que é a biblioteca Braip Foundations; e o deploy, que ficou com o time de tecnologia.

Processo

A copy vir pronta muda a ordem do trabalho: em vez de descobrir a mensagem desenhando, o desenho começa com a hierarquia já decidida por texto. "Taxa 0% no PIX e 3,89% no cartão" é manchete, "Fatura mais de 10 mil?" é qualificador de público, "Falar com especialista" é a única ação. Meu trabalho foi respeitar essa hierarquia em pixels, não renegociá-la.

Os componentes de base — botões, accordions do FAQ, cards, footer — vieram da Braip Foundations. Isso acelerou tudo que era estrutura e concentrou o tempo real onde ele fazia diferença: a hero e o bloco de soluções.

Decisões-chave

A hero como cartaz, não como banner

O letreiro "Jogue onde você ganha" é tratado como arte tipográfica — recortado, com troféu e mãos de torcida invadindo as bordas, ocupando o topo inteiro como um pôster de campeonato. Só que ele para antes da metade da dobra. Abaixo dele a página muda de registro: fundo sólido, tipografia limpa do design system, o número da taxa em texto de verdade.

Essa separação é a decisão central. A camada de cima é emoção e reconhecimento da campanha; a de baixo é informação. Manter a taxa como texto — e não embutida na arte — garante que ela seja legível em qualquer tela, selecionável, traduzível e editável sem reabrir o arquivo de arte quando o número mudar.

Quatro promessas, uma de cada vez

O bloco de soluções da Braip Members poderia ser uma grade de cinco cards iguais — e seria uma parede que ninguém lê. Optei por uma lista vertical em que apenas um item fica aberto, com título, descrição e CTA, enquanto os outros ficam recolhidos como títulos clicáveis. Ao lado, uma imagem grande acompanha o item ativo.

Isso troca "veja tudo" por "veja uma coisa", que é o que a página precisa: o leitor não está comparando funcionalidades, está sendo convencido de que existe valor além da taxa.

Resultado

Entreguei os protótipos de alta fidelidade de desktop (1440 × 5349) e mobile (390 × 6275), mais a página de obrigado nos dois breakpoints, com a etiqueta de status do arquivo em "Liberado para validação".

Não tenho número de conversão para mostrar. A página é do cliente, a instrumentação também, e o dado de performance ficou do lado dele — inventar um número aqui destruiria o motivo de este portfólio existir.

O que ficou pendente

  • O formulário de migração está em placeholder. A Section 03 tem um retângulo cinza no lugar do form, um "Lorem ipsum" e três bullets com copy reaproveitada de outra landing page ("Flexibilidade de horários", "Resultados rápidos e seguros", um parágrafo sobre marketing de afiliados que não pertence a esta campanha). É por isso que essa seção não aparece em nenhuma imagem deste case.
  • A oferta diverge entre breakpoints. O desktop anuncia "3,89% no cartão"; o mobile diz "3,89% + R$ 2,49". Uma das duas está errada e isso precisa ser resolvido com o time de marketing antes de publicar.
  • Nenhuma métrica coletada do meu lado.

O que eu faria diferente

Desenhei a hero pelo desktop e só depois resolvi o mobile — e paguei por isso. A composição de cartaz que funciona em 1440 px não tem versão honesta em 390 px, então o mobile virou uma adaptação em vez de um desenho, com a arte encolhida no topo e a mensagem reescrita para caber. Se recomeçasse, desenharia primeiro o bloco de oferta em mobile, onde o espaço é caro, e trataria a arte de campeonato como a camada que se expande no desktop.

E teria travado a copy do formulário antes de prototipar. Deixar uma seção em placeholder num protótipo marcado como pronto para validação transfere para quem revisa um trabalho que era meu — perceber que aquele bloco não é conteúdo, é buraco.

Os resultados estão descritos de forma qualitativa: não tenho autorização para divulgar as métricas de negócio destes projetos.

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